Robôs já têm livre arbítrio?

Em um mundo em que a tecnologia domina o dia a dia das pessoas, as máquinas passaram a entender a linguagem do ser humano, prever seu comportamento, tomar decisões e conduzi-lo. Mas será que podemos dizer que os robôs têm livre arbítrio?

Antes de pensar sobre isso precisamos entender que livre arbítrio é a possibilidade de decidir e escolher em função da própria vontade.

As reações dos robôs

A inteligência artificial vai muito além de responder sim ou não a perguntas pré programas por  humanos. Hoje ela é capaz de ouvir, deduzir o que seria ideal para aquele humano e indicar a melhor solução. Para exemplificar vemos isso o tempo inteiro em ligações que recebemos de telemarketing virtual, para as quais cada humano responde de seu jeito peculiar e a ouvinte virtual entende todos.

As máquinas podem ter um funcionamento parecido com o do nosso cérebro, uma vez que o humano recebe a informação e a processa para então adquirir o aprendizado.

É verdade que imaginar que máquinas possam ter sentimentos tais como amor e ódio ainda soa estranho. Mas é possível sim que sistemas se sintam frustrados por não conseguir decifrar uma sequência numérica ou confusos quando seus resultados estatísticos não condizem com os dados reais, tendo como resposta a fadiga ou entrando até em loop, com ações repetitivas perturbadoras.

As máquinas podem ainda interferir nas emoções dos humanos, como por exemplo emocionando-os ou constrangendo-os ao reviver lembranças antigas que não seriam lembradas por meros mortais.  

E com capacidade de reconhecimento facial, facilidade em idiomas e memória incomparável, os robôs podem trazem inúmeros benefícios para todas as áreas de atuação, benefícios inclusive superiores aos proporcionados pelos seres humanos.

As Três Leis da Robótica:

Há muitos anos os humanos já querem  construir robôs semelhantes a si, que entenda seus desejos e emoções, até para que possam se relacionar melhor. Sabendo disso e preocupados até que ponto poderia chegar o livre arbítrio das máquinas, a robótica tem  três leis que sempre devem ser seguidas na criação da inteligência artificial:

  • Um robô não pode ferir um humano ou permitir que um humano sofra algum mal;
  • Os robôs devem obedecer às ordens que lhe foram dadas por humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a primeira lei; e
  • Um robô deve proteger sua própria existência, desde que não entre em conflito com as leis anteriores.

Supremacia Humana

As máquinas podem até prever, reagir, dirigir ou auxiliar, mas o cérebro humano é um sistema extremamente complexo que dificilmente conseguirá ser reproduzido em um robô.

Sabiamente, ao determinar as três leis da robótica, o ser humano se protege das suas próprias criações, afinal as máquinas devem existir para beneficiar e aprimorar a espécie humana e não substituí-la. Portanto, permitir que a inteligência artificial evolua a ponto de  proporcionar livre arbítrio aos robôs é algo inconcebível e improvável.

Então, cenas de dominação por parte das máquinas ou destruição da espécie humana sempre ficarão apenas nos filmes de ficção.